
Custos
Como precificar roupa de brechó sem trabalhar de graça
O cálculo que inclui garimpo, higienização, embalagem e o seu tempo, e não só o quanto você pagou na peça. Com faixas de...
Checklist
Publicar peça pela metade custa mais caro que segurar um dia. Esta lista cobre o caminho da sacola de garimpo até a peça no ar, na ordem que funciona.
Um cadastro bem-feito evita a correria de procurar medida, refazer foto e responder a mesma dúvida várias vezes no WhatsApp. Este checklist brechó organiza a preparação da peça antes de ela entrar no seu catálogo, Status ou Instagram.
Este processo serve para peças únicas e grades pequenas, especialmente quando a venda depende de foto, conversa e reserva. A ideia é registrar tudo uma vez, com padrão, para reaproveitar a informação onde você vende.
Faça a conferência assim que a peça chegar do garimpo ou antes de colocá-la novamente à venda. Não espere aparecer uma cliente interessada para medir, procurar defeito ou calcular preço.
Para aprofundar: como precificar roupa de brechó.
Separe uma área simples para esse trabalho: mesa limpa, fita métrica, rolinho tira-pelos, cabides, etiquetas de papelão, caneta e celular. Se você trabalha sozinha, monte pequenos lotes de peças parecidas, mas finalize o cadastro de uma antes de começar outra.
A ordem mais segura é:
Pular etapas costuma gerar dois problemas: venda de peça já separada para outra pessoa e descrição incompleta, que aumenta o risco de desistência ou troca.
Antes da foto, deixe a peça apresentável e fiel ao estado real. Higienize conforme o tipo de tecido e a orientação da etiqueta. Nem toda peça precisa de lavagem completa, mas ela deve estar sem cheiro forte, poeira, pelos ou resíduos do uso anterior.
Use rolinho tira-pelos ou escova para remover fiapos. Passe a peça quando o tecido permitir, principalmente em gola, mangas, frente e barra. Roupa amassada pode parecer menor, torta ou malcuidada na foto.
Revise com calma:
Defeito não impede necessariamente a venda, mas precisa ser descrito com clareza e aparecer em foto. Examine a peça sob luz natural, virando frente, costas e avesso.
Anote o tipo, o local e o tamanho aproximado do problema. Por exemplo: “Pequena mancha discreta na parte inferior da frente”, “desgaste leve nos punhos” ou “pilling na lateral, visível de perto”.
Evite descrições vagas como “tem detalhe” ou “pequena avaria” sem explicar onde está. Também não diga que o defeito é imperceptível se ele pode ser percebido por outra pessoa. Isso gera discussão depois do pagamento e prejudica a confiança no seu atendimento.
Se houver furo, mancha, desgaste, pilling ou reparo, faça uma foto específica. A regra prática é simples: se você notou na revisão, a cliente deve conseguir ver ou ler antes de reservar.
Você não precisa de estúdio para começar. Um canto próximo a uma janela, uma parede lisa e repetição no enquadramento já resolvem boa parte do trabalho.
Use, de preferência, cabide de veludo. Ele segura melhor alças e tecidos escorregadios, além de deixar a roupa menos deformada. Para peças que não ficam bem no cabide, como calças, shorts ou malhas muito pesadas, fotografe dobrada de forma organizada ou em superfície limpa.
Monte sempre a mesma sequência. Isso acelera o cadastro e ajuda a cliente a comparar peças no seu catálogo.
A luz de janela costuma mostrar melhor a cor verdadeira. Posicione a peça de frente para a luz, sem sol direto batendo nela, para evitar sombra forte e partes estouradas na imagem.
Não use filtro que altere a cor. Também evite parede estampada, fundo com objetos, cabide diferente em cada foto e enquadramento distante demais. A cliente precisa enxergar a peça, não adivinhar o que está sendo vendido.
| Situação | O que costuma dar errado | Como corrigir |
|---|---|---|
| Foto escura | Cor e textura ficam imprecisas | Aproxime-se da janela e desligue luzes com tonalidades diferentes |
| Peça amassada | Parece malconservada ou com caimento ruim | Passe ou vaporize antes de fotografar |
| Fundo poluído | A atenção sai da peça | Use parede lisa ou painel simples |
| Sem foto de defeito | A cliente encontra o problema depois | Faça close e cite o ponto na descrição |
| Foto sem etiqueta | Faltam dados para decisão | Registre composição e tamanho quando disponíveis |
Saber como medir roupa para vender é mais importante do que confiar só no número do manequim. O tamanho da etiqueta varia entre marcas, épocas e modelagens, além de uma peça usada poder ter cedido ou encolhido.
Meça a peça limpa, fechada e deitada em superfície reta. Não estique o tecido, a menos que você informe que a medida foi tirada com elasticidade. Use fita métrica em centímetros e mantenha o mesmo método em todos os cadastros.
Para blusas, camisas, vestidos, casacos e similares, informe:
Para seguir essa lista sem depender da memória, use a ficha de peça da Vitrinepronta.
Para calças e saias, acrescente cintura, quadril, gancho, comprimento total e comprimento interno da perna, quando fizer sentido. Em calçados, informe a numeração e, se possível, a medida interna da palmilha em centímetros.
Escolha um padrão e explique-o no cadastro. Um exemplo direto: “Medidas da peça deitada, sem esticar: busto 48 cm, cintura 42 cm”. Se preferir divulgar a circunferência, dobre a medida de busto, cintura e quadril, mas faça isso sempre do mesmo jeito.
Para reduzir perguntas repetidas, mantenha uma tabela de medidas para brechó pronta no seu modelo de descrição. A tabela não substitui a indicação de tamanho da etiqueta, ela complementa essa informação.
O preço não deve sair apenas da comparação com uma peça parecida no Instagram. Primeiro, calcule o mínimo que permite vender sem deixar custos esquecidos. Depois, avalie o teto que aquela peça sustenta pelo estado, marca, modelagem, procura e comparação com alternativas disponíveis para sua cliente.
No cálculo mínimo, considere:
Não é obrigatório dividir seu trabalho em uma planilha complexa no primeiro dia. Mas ele precisa entrar na conta. Se você compra barato, passa muito tempo recuperando a peça e vende sem considerar esse esforço, a operação parece movimentada, mas pode não se pagar.
O teto é a outra parte da análise. Uma peça pode ter custo alto, mas não encontrar público naquele valor se estiver muito desgastada, fora de estação ou com modelagem pouco procurada. Nesse caso, reveja o lote, ofereça desconto em condição clara ou mantenha a peça para momento mais adequado. Não esconda defeitos para tentar elevar preço.
Registre no cadastro o preço final e, internamente, guarde custo e observações. Isso ajuda a entender depois quais tipos de peça valem mais tempo de preparação.
Uma venda só termina bem quando você localiza a peça certa sem revirar araras, caixas ou pilhas. Por isso, cada item precisa de código único antes da publicação.
Leitura complementar: montar o catálogo do brechó no WhatsApp.
Crie um padrão simples, como categoria + sequência. Exemplos: VEST-041, CAM-118 ou SAP-023. Não reutilize um código de peça já vendida, mesmo que ela tenha saído há meses.
Escreva o código em etiqueta de papelão e prenda em local que não danifique a roupa. A etiqueta pode incluir tamanho, preço e observação curta, mas o código é o item indispensável. Se houver defeito, vale sinalizar internamente para não confundir a peça na hora de separar.
Defina também um endereço físico: arara A, caixa B, prateleira 3 ou gaveta de acessórios. Registre esse local junto com o código no seu controle.
Depois de publicar, atualize o status da peça sempre que ela for reservada, vendida ou devolvida ao estoque. Reserva sem prazo definido é uma fonte comum de conflito. Informe à cliente até quando a peça fica separada e retire-a da divulgação enquanto estiver reservada.
O trabalho parece detalhado nas primeiras peças. Depois que foto, medida, preço e etiqueta viram rotina, você deixa de refazer tarefas toda vez que alguém pergunta “qual o comprimento?” ou “ainda está disponível?”.
Um bom checklist brechó não é burocracia. É uma forma de apresentar a peça com honestidade, responder com rapidez e manter estoque, preço e localização sob controle. Comece por um modelo único de cadastro e ajuste o processo conforme os pontos que mais geram dúvida nas suas vendas.
No Vitrinepronta, essas informações podem ficar reunidas em um link com suas peças, incluindo reserva por tempo e baixa quando a venda é concluída. Se quiser ver como esse fluxo funciona na prática, peça uma demonstração.
Este conteúdo é assinado por Jimenez Julien, editor do Vitrinepronta.
Na Vitrinepronta a ficha da peça pede medida, estado e preço antes de publicar, então nada sobe pela metade. O código sai pronto para a etiqueta de papelão.
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